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  • Fabiano Garcia de Borba

Líder Disruptivo

O mercado e o mundo estão cada vez mais dinâmicos, o líder segue sendo uma figura indispensável dentro das organizações. O papel de um líder vai muito além de dar ordens e coordenar uma equipe, mais do que nunca, ele é o responsável por fazer gestão

de pessoas e passar a cultura da empresa, engajar e alinhar valores e entrega com cada membro.

 

De acordo com as experiências que obtive atuando na área de gestão de pessoas e também como liderado em diversas equipes, afirmo com toda certeza que ainda é possível encontrar modelos tradicionais de liderança, modelos muito atrasados que não cumprem esse papel tão importante, acabam nutrindo a falta de engajamento e desmotivando equipes.

 

Apesar de atribuir muita responsabilidade ao papel do líder, não tiro a responsabilidade dos liderados, que muitas vezes ao se depararem com uma gestão retrógrada, não assumem a responsabilidade pela própria carreira, justificando a falta de sucesso e muitas vezes o fracasso extremo à figura do “chefe”. Charles Handy (2001), afirma que a verdadeira revolução social é a mudança de uma vida amplamente organizada para nós, para um mundo no qual somos todos forçados a estar no comando do nosso próprio destino.

 

Pode parecer clichê, mas quando li essa frase em 2012 no livro As competências das Pessoas, de Claudio Queiroz, descobri o verdadeiro significado de tudo que sempre tive como crença na minha vida, achei o mantra perfeito para definir o meu mais profundo sentimento diante de fatos e situação das quais vivi, ouvindo colegas e amigos reclamando. Apesar de muitas vezes ficar furioso e alimentar um sentimento de frustração por me deparar com “chefes” desqualificados e em diversos casos, sem o mínimo senso de meritocracia, aprendi a valorizar isso. Descobri que era possível desempenhar meu papel mesmo com as interferências e falta de estimulo que vivia diariamente, usei isso como combustível para atingir todas as minhas metas e objetivos.

 

O líder precisa se tonar disruptivo, aprender a lidar com o medo e abrir sua cabeça para mudanças. Para lidar com esse processo, existem ferramentas básicas e essenciais. A primeira grande mudança deve se iniciar por uma profunda autoanálise, olhar para dentro de si, descobrir novos caminhos que o leve para a inovação, aprender que mudar sua mentalidade irá proporcionar novas conexões, e nada melhor que conexões verdadeiras e autênticas para elevar nossa mentalidade para outro nível, um mindset de sucesso.

 

A liderança é desejada por muitos, porém, sinto informar que não será apenas um cargo em uma organização ou sua posição dentro de alguma outra empresa que irá te definir como tal, e sim as suas atitudes. Por isso muitas vezes encontramos pessoas que ainda não estão nessa função, mas mesmo assim, já desempenham esse papel tão importante.

 

Seja esse líder que o mercado tanto necessita, seja disruptivo.




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