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  • Rodrigo Azevedo

Certifique-se do seu valor!

Frequentemente recebo questionamentos, de ex colegas bancários ou profissionais que tem interesse em ingressar no setor, sobre as certificações do mercado financeiro e suas relevâncias. Acredito que isso se deve ao fato de eu ter tirado CEA e CFP quando ainda não estavam tão em evidência, e também por ter vivenciado a importância que é dada para elas dentro e fora de uma grande organização. Costumo responder que mais importante do que simplesmente escolher uma delas e começar a estudar, é mapear os motivos pelo qual se está buscando a certificação, qual o caminho que será seguido, qual a área de atuação que o candidato deseja seguir e qual o seu principal objetivo de carreira. Pois tudo isso irá mostrar por qual delas deve-se começar e quais serão os próximos passos.


Minha experiência com as certificações começou com a CPA10 e CPA20, ainda quando não eram obrigatórios e eu atuava como escriturário e caixa do segmento Prime. Fiz estas certificações simplesmente por gostar de investimentos e porque queria testar meus conhecimentos. No primeiro momento, o fato de possuir elas não mudou nada em termos de cargo ou salário, mas me fez ter um olhar diferente do mercado, estar sempre de olho nas noticias ligadas à economia, e acabou que algum tempo depois, por ter a CPA20, pude concorrer e posteriormente ser aprovado para uma vaga no braço de investimentos do Bradesco.


Como passei a trabalhar diretamente com produtos de investimento, vi a necessidade de agregar mais conhecimento, e principalmente, me diferenciar do grande grupo, e desta forma me certifiquei Especialista em Investimentos CEA pela Anbima. Após um ano atuando no BBI, decidi partir para o desafio do CFP, pois sempre me interessei muito por planejamento sucessório e fiscal, assuntos que ainda não estavam no meu dia a dia, e também, não haviam sido cobrado nas outras provas. Realizei a prova modular, e após 3 exames, consegui a aprovação, sendo o 4º funcionário do Bradesco no estado do RS a possuir a certificação. Por atuar diretamente com os segmentos da B3, me certifiquei também no PQO BM&F Bovespa, e posteriormente, no exame de AAI da Ancord.


E todo esse caminho percorrido, foi pensando lá atrás, logo após tirar o CPA10, fiz um mapa de objetivos e o que era preciso para alcança-los, mas claro que nem tudo ocorreu na velocidade programada. Na realidade, algumas coisas acabaram nem acontecendo, como por exemplo, ter tido uma experiência no segmento de Private Banking, mas o objetivo final seguiu sempre intacto, e hoje, posso dizer que foi alcançado com sucesso.


No workshop da Universo GT realizado no mês de janeiro, tivemos uma interessantíssima troca de experiências sobre este tema, e o que mais chamou a atenção foi a conclusão que chegamos: Não busque se certificar pensando apenas em ganhar uma promoção, um aumento salarial ou mesmo para ser bem-visto pelo seu gestor. Pois dessa forma, caso nenhuma dessas coisas aconteça, você irá se frustar e vai acabar não utilizando o título recebido para aquilo que é o mais importante, diferenciar o profissional de excelência que você é. E se em um primeiro momento, não houver valorização pela sua dedicação, se informe, acompanhe o noticiário político e econômico, esteja atento às transformações que o mercado está passando, que com certeza ali na frente existirá uma oportunidade maior e melhor para você aplicar a experiência e os conhecimentos adquiridos.


Por Rodrigo Azevedo


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